sexta-feira, 21 de maio de 2010

Tarde de domingo em Porto Alegre



Sinto um grande vazio dentro do peito, um imenso buraco. As lágrimas vão, pouco a pouco, me esvaziando ainda mais... Ao olhar pela janela, vejo apenas nuvens, o céu todo acinzentado e baixo, é como se elas estivessem cada vez mais próximas; me sufocam. O quarto parece-me pequeno, claustrofóbico. O ar pesado, de tanta umidade, me cansa. E a falta de perspectiva momentânea me deprime ainda mais.
Tento ouvir uma música, ler um romance, auto-ajuda... dou alguns pulos forçados, tentando me animar, mas o máximo que consigo é parecer um retardado infeliz; frustrante.
Sei que o futuro existe, que tenho sonhos a cumprir, que a vida ainda me reserva felicidades, mas agora, neste instante, eu não consigo ser feliz, não me alegram as perspectivas futuras. Por que tudo depois? É uma hora triste, uma hora solitária e triste.

Imagem: Doug van Kampen [http://flickr.com/photos/thewoodenshoes/]

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