domingo, 30 de maio de 2010

Uma das tardes de domingo em Cascavel.


O que fazer quando as palavras não são suficiente para a ação de expressar? Quando uma imagem, um texto, uma canção.. quando nada disso serve pra por pra fora o que se tem por dentro e precisa-se expelir? Há momentos em que só as lagrimas podem trazer algum alívio, mas hoje lãs não querem me ajudar, não vertem de meus olhos. E então tenho que continuar com essa sensação inaliviável. Não há expressão, um sentimento inclassificável pelos artistas. Tarde de domingo em Cascavel, tarde de domingo em Cascavel esperando pela viagem de volta a Porto Alegre. Acho que ficaria bem se não soubesse que teria que voltar, se pudesse ficar plantado aqui, em minha casa, em meu quarto, com minha família. Não quero voltar, mas também não posso ficar. E o que antes era um vazio, um buraco no peito, é agora uma bola, um enchimento que parece tentar me estourar, sou pequeno demais pra esse sentimento. “Sou humano de mais pra compreender.”* E a estranha sensação continua, sem conseguir expressar-se. Nostálgico? talvez.

ps.: Nem o texto, nem a imagem, conseguem representar o que quero.


Trecho de “Humano Demais” de Pe. Fábio de Melo.

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