
Passo o dia ansiando pelo momento em que estará perto de mim. É irracional, eu sei, mas é o grande objetivo do meu dia. Se passo alguns instantes contigo, se consigo que me note por um tempinho... eu ganho meu dia, vou dormir feliz, mas ainda ansiando por mais de ti. No entanto, se você não aparece, se você não passa, eu sofro. Ou pior ainda, se passa e não me nota. Necessito do seu sorriso pra viver, agora preciso da sua voz pra poder dormir tranquilo, mas eu preciso da sua voz se referindo a mim.
O amor é mesmo incrível (e decepcionante). Antes, só cumprindo muitos objetivos, fazendo muitas coisas, eu teria meu dia como um bom dia. Agora, me basta algum tempo contigo para fazer com que meu dia seja lindo e bom. Mas, há o lado obscuro dessa situação, além de não fazer outra coisa senão pensar em você, eu preciso desses instantes pra me realizar. Ao contrário de antes, agora o meu dia não depende só de mim, depende, na verdade, muito mais de ti do que de mim. “Meu mundo gira só por você.”*
É simples, parece fácil, mas é tudo ao contrário. Preciso de pouco pra me satisfazer, mas é um ‘pouco’ muito restritivo. O que aos olhos alheios pode parecer bobagem – como um oi, a pronúncia do meu nome por sua boca, um sorriso ou um riso que consigo tirar de você— tem pra mim, agora, um significado imenso, um significado emocional imenso e muito forte. E também, o que antes parecia simples, como pedir algo ou dizê-lo, agora causa medo, dá ansiedade. Como explicar o fato de se esperar para dormir apenas para ver alguém passar? Ou correr pra rua quando essa pessoa passa, ou demorar pra terminar o jantar apenas por que ela também esta ali? Nada é mais importante do que você estar por perto. O mais difícil é suportar a distância, aquela emocional. Você ali, a meio metro de mim, mas como quase milhões de quilômetros, sendo, no entanto, esse, ainda, o único modo próximo de chegar perto, chegar perto do meu sol.* É como o sol pra mim, se aparece, aquece e ilumina meu dia, me enche de luz e calor, mas, se não surge, se me deixa de lado, faz com que meu dia torne-se escuro, triste e sombrio, sem vida, deprimente. Esses centímetros que nos separam parecem intransponíveis. Mas na verdade, não te quero perto de mim, mas dentro de mim.
*trecho de “Esse Coração”, RBD, 2006.
*referência à serie Crepúsculo, Stephenie Meyer, 2007.
lindooo!
ResponderExcluirme fez choraarr!
lucas! adoro ler seu blog! cada dia mais criativo!
beijoo